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Como é que as Big Tech respondem à crise na Ucrânia?

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Como é que as Big Tech respondem à crise na Ucrânia e à pressão por parte dos governos internacionais?

As Big Tech têm um papel preponderante na guerra moderna, e algumas tomaram medidas em relação a este conflito.

Tanto no acesso à tecnologia como no combate contra a desinformação e propaganda de guerra, as Big Tech têm sido pressionadas por vários governos a agir neste conflito.

O que vai encontrar neste artigo:

  1. Medidas adotadas pelas redes sociais
  2. Bloqueio de serviços de pagamento pela Apple e pela Google
  3. Suspensão de venda de produtos pela Apple
  4. Ativação do serviço Starlink na Ucrânia

Medidas adotadas pelas redes sociais

A invasão da Rússia à Ucrânia, apelidada por Moscovo de “operação especial”, acontece na era das redes sociais, onde existe um espaço enorme para a desinformação, “fake news” e propaganda de guerra, sendo necessário que as big tech respondam à crise atual na Europa.

Meta:

  • A Meta, empresa mãe do Facebook, Instagram e Whatsapp, anunciou bloqueios na Europa aos maiores orgãos de comunicação estatal russos – RT e Sputnik (parte da máquina de propaganda russa, que espalha informação falaciosa).
  • As Big Tech, criaram ainda um centro especial de operações, onde falantes de língua russa e ucraniana trabalham para combater as “fake news”, removendo da rede perfis, páginas e grupos que promovam a desinformação.
  • Limitou o acesso a empresas de mídia estatais russas na União Europeia, e o alcance dos seus links.
  • Criou rótulos para quando os links para essas páginas são encontrados. Os utilizadores recebem uma etiqueta de alerta que os avisa que o Facebook acredita que o conteúdo desse link seja controlado pelo governo russo, ou favorável ao mesmo.
  • Baniu anúncios dos meios estatais russos.

Em resposta, o Kremlin limitou o acesso às redes sociais, sendo que o Facebook tem cerca de 70 milhões de utilizadores no país.

Google

O Google baniu os anúncios dos meios de comunicação estatais russos, assim como a sua subsidiária Youtube, que bloqueou os canais RT e Sputnik na Europa e anunciou que irá limitar bastante as recomendações para esses canais.

Twitter

O Twitter baniu temporariamente todos os anúncios na Ucrânia e na Rússia, para que o foco seja na informação e não existam distrações.

A rede social também está a etiquetar tweets com links para empresas de notícias ligadas ao Kremlin, como o Russia Today (RT) ou a agência nacional de notícias TASS.

TikTok

O TikTok bloqueou conteúdo estatal russo para a União Europeia.

Bloqueio de serviços de pagamento pela Apple e Google

A Google e a Apple, como resultado das sanções impostas aos maiores bancos da Rússia, tomaram a medida de excluir a utilização de serviços de pagamento como o Google Pay e a Apple Pay no país.

Para além disso, os cartões das instituições bancárias sancionadas, como o UTB Group deixarão de poder ser utilizados através dos serviços de pagamento da Google e da Apple.

Esta medida, vem de encontro com o bloqueio do acesso da Rússia ao sistema de autenticação de transações bancárias SWIFT pela União Europeia e Estados Unidos.

Suspensão de venda de produtos pela Apple

A Apple deixou de exportar produtos destinados ao mercado russo, e as aplicações da RT e da Sputnik não vão poder ser descarregadas da App Store fora da rússia.

Estas limitações funcionam mais como uma forma de pressionar a Rússia, já que o volume de negócios da Apple no país não é muito signifivativo.

O serviço Starlink (desenvolvido pela SpaceX, que fornece acesso à internet via satélite) passou a estar ativo para a Ucrânia. O equipamento já chegou ao país, e o ministro da transformação digital agradeceu no Twitter a Elon Musk.

Conclusão:

A crise vivida na Ucrânia, desencadeada pela invasão Russa, é uma prova para as gigantes tecnológicas demostrarem que o seu poder pode ser potencializado para praticar o bem.

Este conflito, também potencializou a tomada de medidas contra a desinformação e as “fake news”, a imposição de sanções digitais aos orgãos de propaganda russos e a prestação de ajuda humanitária.


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